COGGIOLA, Osvaldo. Introdução. In: COGGIOLA, Osvaldo (Org.). Manifesto Comunista. São Paulo: Boitempo, 1998. p. 9-35.
ENGELS, Friedrich; MARX, Karl. Manifesto Comunista. In: COGGIOLA, Osvaldo. Manifesto Comunista (Org.). São Paulo: Boitempo, 1998. p. 37-69.
______. Prefácios de Marx e Engels. In: COGGIOLA, Osvaldo (Org.). Manifesto Comunista. São Paulo: Boitempo, 1998. p. 71-85.
NETTO, José Paulo. Para ler o Manifesto do Partido Comunista. In: NETTO, José Paulo. Marxismo Impenitente: contribuição à história das idéias marxistas. São Paulo: Cortez, 2004. p 45-85.
TROTSKY, Leon. Noventa anos do Manifesto Comunista. In: COGGIOLA, Osvaldo. Manifesto Comunista (Org.). São Paulo: Boitempo, 1998. p. 159-168.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Significado histórico e atualidade do Manifesto Comunista. In: ALMEIDA, Jorge; CANCELLI, Vitória. 150 Anos de Manifesto Comunista. São Paulo: Xamã, 1998. p. 29-35 .
Em termos de referências bibliográficas, a montagem do seminário é baseada nos livros e revistas:
a. COGGIOLA, Osvaldo (Org.). Manifesto Comunista (Karl Marx – Friedrich Engels). São Paulo: Boitempo, 1998.
b. NETTO, José Paulo. Marxismo Impenitente. São Paulo: Cortez, 2004.
c. ALMEIDA, Jorge; CANCELLI, Vitória. 150 anos de Manifesto Comunista.São Paulo: Xamã, 1998.
d. Dossiê 150 anos do Manifesto Comunista. Revista Crítica Marxista n. 6.
São Paulo: Xamã, 1998.
e. O que está vivo e o que está morto no Manifesto Comunista. Estudos Avançados (online): São Paulo, v. 12, n. 34. D
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
A Ideologia Alemã - slides
Slides do seminário do livro A Ideologia Alemã
(Pode demorar um pouco para visualizar as imagens. Para aumentar o tamanho da "projeção", aperte o botão com um quadrado)
PARTE I:
PARTE II:
PARTE III
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PARTE I:
PARTE II:
PARTE III
sábado, 6 de setembro de 2008
Método em A situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra
Slides sobre o Método em A situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra:
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A situação da classe trabalhadora na Inglaterra
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Estado e classe: slides
Alguns dos slides utilizados no seminário de hoje.
Estes são do tema "Estado e Classe em 'A situação da classe trabalhadora na Inglaterra' de F. Engels"
Estes são do tema "Estado e Classe em 'A situação da classe trabalhadora na Inglaterra' de F. Engels"
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A situação da classe trabalhadora na Inglaterra
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Leituras para o primeiro seminário
SEMINÁRIO I – A SITUAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA NA INGLATERRA
LEITURAS BÁSICAS E INDISPENSÁVEIS:
FRIEDRICH ENGELS, A situação da classe trabalhadora na Inglaterra; tradução de B. A. Schumann; supervisão, apresentação e notas de José Paulo Netto. São Paulo, Boitempo Editorial, 2008, 383 p. Apresentação (de José Paulo Neto), Prefácio a I Edição, Prefácio à edição alemã de 1892, Introdução.
DUARTE PEREIRA. Uma nova classe trabalhadora. Resenha de FRIEDRICH ENGELS, A situação da classe trabalhadora na Inglaterra; tradução de B. A. Schumann; supervisão, apresentação e notas de José Paulo Netto. São Paulo, Boitempo Editorial, 2008, 383 p. (A resenha foi publicada com cortes em Le Monde Diplomatique Brasil, São Paulo, ano 1, número 11, junho 2008, pág. 39.) LINK
JONES, GARETH STEDMAN. Retrato de Engels, In: HOBSBAWN, E. História do Marxismo,– o Marxismo no tempo de Marx, vol I, RJ, ed. Paz e Terra, 1979, pp 377-421.
******
Observação: No seminário, trabalharemos com a edição da Boitempo e é recomendável que todos possam ler essa mesma edição. Contudo, quem tiver interesse em conhecer uma edição em espanhol que se encontra disponível na internet, basta clicar aqui.
LEITURAS BÁSICAS E INDISPENSÁVEIS:
FRIEDRICH ENGELS, A situação da classe trabalhadora na Inglaterra; tradução de B. A. Schumann; supervisão, apresentação e notas de José Paulo Netto. São Paulo, Boitempo Editorial, 2008, 383 p. Apresentação (de José Paulo Neto), Prefácio a I Edição, Prefácio à edição alemã de 1892, Introdução.
DUARTE PEREIRA. Uma nova classe trabalhadora. Resenha de FRIEDRICH ENGELS, A situação da classe trabalhadora na Inglaterra; tradução de B. A. Schumann; supervisão, apresentação e notas de José Paulo Netto. São Paulo, Boitempo Editorial, 2008, 383 p. (A resenha foi publicada com cortes em Le Monde Diplomatique Brasil, São Paulo, ano 1, número 11, junho 2008, pág. 39.) LINK
JONES, GARETH STEDMAN. Retrato de Engels, In: HOBSBAWN, E. História do Marxismo,– o Marxismo no tempo de Marx, vol I, RJ, ed. Paz e Terra, 1979, pp 377-421.
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Observação: No seminário, trabalharemos com a edição da Boitempo e é recomendável que todos possam ler essa mesma edição. Contudo, quem tiver interesse em conhecer uma edição em espanhol que se encontra disponível na internet, basta clicar aqui.
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A situação da classe trabalhadora na Inglaterra
Resenha de A situação da classe trabalhadora na Inglaterra
Uma nova classe trabalhadora
Duarte Pereira*
Há alguns motivos para ler, ou reler, com interesse e proveito, a obra de Engels, A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, embora ela tenha sido publicada em 1845 e escrita por um jovem de apenas 24 anos.
O primeiro motivo é que Engels demonstra que é possível escrever com simplicidade e paixão sem perder o rigor científico. A fluência quase jornalística e a qualidade literária de seu texto são preservadas na edição da Boitempo pela competente tradução de Bernhard A. Schumann, feita diretamente do alemão.
O segundo motivo é que Engels antecipa, em sua investigação, a ciência social unitária e dialética que ele e Marx iriam desenvolver nas décadas seguintes. Preocupado em iluminar as diferentes faces de seu objeto de estudo, Engels derruba as fronteiras artificiais das disciplinas acadêmicas, incursionando nos territórios atuais da economia e da sociologia, da ciência política e da antropologia cultural, da psicologia coletiva e da medicina social. Atento, além disso, à realidade contraditória e em movimento da sociedade inglesa, exercita aquela “ciência dialético-histórica da tendência”, como a chamaria o filósofo alemão Ernst Bloch, típica do marxismo, ou seja, “a ciência da realidade mais a possibilidade nela contida, visando à ação”.
Descrevendo minuciosamente as condições de trabalho e de vida do proletariado inglês, relacionando sua emergência e expansão com as do capitalismo e da primeira revolução industrial, captando não apenas o lado sofredor da nova classe social, mas também seu potencial revolucionário, Engels realizou um trabalho pioneiro, que, apesar de pouco conhecido, foi crucial para sua transformação e de Marx em marxistas. A esclarecedora apresentação de José Paulo Netto, que abre a edição da Boitempo, fornece elementos históricos e biográficos para a compreensão desse significado da obra, o qual representa o terceiro motivo pelo qual ela merece ser estudada.
É verdade que Marx já havia inscrito o proletariado em seu horizonte teórico desde a Introdução à crítica da filosofia do direito de Hegel, de 1843, mas seu entendimento do proletariado era ainda genérico demais e inserido num esquema filosófico-especulativo, em que a nova classe era chamada a realizar o legado emancipador da filosofia clássica alemã. Engels trilha outro caminho. Empenhando-se numa investigação científica do proletariado mais desenvolvido, o inglês, dá concretude à nova classe e fundamenta seu potencial transformador nas lutas econômicas e políticas que ela já travava.
As condições atuais do proletariado nos países capitalistas mais desenvolvidos são distintas das retratadas na obra de Engels, como ele próprio reconheceu em prefácio a uma reedição alemã de 1892, reproduzido na edição da Boitempo. E sua expectativa de uma revolução proletária iminente na Inglaterra não se efetivou, erro de prognóstico que não pode ser atribuído somente a um entusiasmo juvenil.
A maleabilidade do capitalismo e a capacidade de concessão da burguesia, por um lado, e as dificuldades para a ruptura com o Estado burguês e para a construção da nova sociedade socialista, por outro, se revelaram muito maiores do que imaginaram Engels e Marx na juventude e na maturidade. Uma investigação das mudanças tecnológicas e organizativas do capitalismo e das novas configurações da burguesia e do proletariado, assim como um exame mais acurado dos pressupostos requeridos para a formação da consciência crítica e para o desenvolvimento da organização democrática dos trabalhadores constituem, portanto, desafios para os socialistas e marxistas contemporâneos. Esse é mais um motivo pelo qual a obra de Engels – um exemplo de compromisso, método e rigor – precisa ser relida, sem negligenciar, no entanto, suas limitações históricas e teóricas.
* Duarte Pereira é jornalista e autor, entre outros trabalhos, do livro Perfil da classe operária (São Paulo, Hucitec, 1981). A resenha foi publicada com cortes em Le Monde Diplomatique Brasil, São Paulo, ano 1, número 11, junho 2008, pág. 39.
Duarte Pereira*
Há alguns motivos para ler, ou reler, com interesse e proveito, a obra de Engels, A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, embora ela tenha sido publicada em 1845 e escrita por um jovem de apenas 24 anos.
O primeiro motivo é que Engels demonstra que é possível escrever com simplicidade e paixão sem perder o rigor científico. A fluência quase jornalística e a qualidade literária de seu texto são preservadas na edição da Boitempo pela competente tradução de Bernhard A. Schumann, feita diretamente do alemão.
O segundo motivo é que Engels antecipa, em sua investigação, a ciência social unitária e dialética que ele e Marx iriam desenvolver nas décadas seguintes. Preocupado em iluminar as diferentes faces de seu objeto de estudo, Engels derruba as fronteiras artificiais das disciplinas acadêmicas, incursionando nos territórios atuais da economia e da sociologia, da ciência política e da antropologia cultural, da psicologia coletiva e da medicina social. Atento, além disso, à realidade contraditória e em movimento da sociedade inglesa, exercita aquela “ciência dialético-histórica da tendência”, como a chamaria o filósofo alemão Ernst Bloch, típica do marxismo, ou seja, “a ciência da realidade mais a possibilidade nela contida, visando à ação”.
Descrevendo minuciosamente as condições de trabalho e de vida do proletariado inglês, relacionando sua emergência e expansão com as do capitalismo e da primeira revolução industrial, captando não apenas o lado sofredor da nova classe social, mas também seu potencial revolucionário, Engels realizou um trabalho pioneiro, que, apesar de pouco conhecido, foi crucial para sua transformação e de Marx em marxistas. A esclarecedora apresentação de José Paulo Netto, que abre a edição da Boitempo, fornece elementos históricos e biográficos para a compreensão desse significado da obra, o qual representa o terceiro motivo pelo qual ela merece ser estudada.
É verdade que Marx já havia inscrito o proletariado em seu horizonte teórico desde a Introdução à crítica da filosofia do direito de Hegel, de 1843, mas seu entendimento do proletariado era ainda genérico demais e inserido num esquema filosófico-especulativo, em que a nova classe era chamada a realizar o legado emancipador da filosofia clássica alemã. Engels trilha outro caminho. Empenhando-se numa investigação científica do proletariado mais desenvolvido, o inglês, dá concretude à nova classe e fundamenta seu potencial transformador nas lutas econômicas e políticas que ela já travava.
As condições atuais do proletariado nos países capitalistas mais desenvolvidos são distintas das retratadas na obra de Engels, como ele próprio reconheceu em prefácio a uma reedição alemã de 1892, reproduzido na edição da Boitempo. E sua expectativa de uma revolução proletária iminente na Inglaterra não se efetivou, erro de prognóstico que não pode ser atribuído somente a um entusiasmo juvenil.
A maleabilidade do capitalismo e a capacidade de concessão da burguesia, por um lado, e as dificuldades para a ruptura com o Estado burguês e para a construção da nova sociedade socialista, por outro, se revelaram muito maiores do que imaginaram Engels e Marx na juventude e na maturidade. Uma investigação das mudanças tecnológicas e organizativas do capitalismo e das novas configurações da burguesia e do proletariado, assim como um exame mais acurado dos pressupostos requeridos para a formação da consciência crítica e para o desenvolvimento da organização democrática dos trabalhadores constituem, portanto, desafios para os socialistas e marxistas contemporâneos. Esse é mais um motivo pelo qual a obra de Engels – um exemplo de compromisso, método e rigor – precisa ser relida, sem negligenciar, no entanto, suas limitações históricas e teóricas.
* Duarte Pereira é jornalista e autor, entre outros trabalhos, do livro Perfil da classe operária (São Paulo, Hucitec, 1981). A resenha foi publicada com cortes em Le Monde Diplomatique Brasil, São Paulo, ano 1, número 11, junho 2008, pág. 39.
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